Não deu! Verdão vence, mas Coxa fica com a vaga na Copa do Brasil

Sob aplausos da torcida, Palmeiras até faz bom segundo tempo, mas fica apenas no 2 a 0 com o Coritiba no Pacaembu

Melancólico na primeira etapa e digno o suficiente para se despedir da Copa do Brasil de maneira honrosa na segunda etapa. Este foi o Palmeiras na noite desta quarta-feira, que, diante de apenas 6 mil torcedores, venceu o Coritiba por 2 a 0. Apesar da derrota, que quebrou uma sequência de 24 vitórias seguidas, o Coxa ficou com a vaga para a semifinal da competição nacional.

Emerson, contra, e Marcos Assunção marcaram, mas não impediram a eliminação do Verdão paulista, que não conseguiu devolver os 6 a 0 da última quinta-feira, no Couto Pereira e se despede da competição.

Agora o Coritiba encara o Ceará na próxima fase. O time nordestino empatou com o Flamengo em 2 a 2, em Fortaleza, e também se classificou para as semifinais.

PALMEIRAS ABATIDO

Antes da partida, o clima era tenso no Pacaembu. Nas imediações do estádio, na avenida Dr. Arnaldo, vândalos quebraram vidros do ônibus que conduzia a delegação alviverde ao palco desta quarta-feira. Não bastassem as janelas quebradas, já em frente à entrada principal do Pacaembu, uma das facções uniformizadas do Verdão protestou usando faixas com as mensagens “Acorda, Tirone!”, “Safados” e “Baladeiros”.

Dentro do Pacaembu, pouco mais de 6.500 torcedores compareceram para assistir ao Verdão, apesar da “missão impossível” que o time precisava. Ainda não recuperado do baque da última quinta-feira, quando perdeu por 6 a 0, o Palmeiras não teve criatividade para atacar. Por diversas oportunidades, o repertório alviverde se resumiu às bolas paradas de Marcos Assunção no primeiro tempo.

Mas o camisa 20 não estava com o pé calibrado. Quando o time da casa resolveu trocar o batedor, Lincoln cobrou escanteio com perigo e o Verdão quase aproveitou dentro da área.

Um dos mais acionados em campo foi Márcio Araújo. Através do camisa 8, o Verdão se lançou ao ataque, mas de maneira atabalhoada. Na maioria das vezes, a solução foi buscar uma falta para Assunção bater.

Sem a menor inspiração, o Palmeiras não dava sinais de que iria se despedir da Copa do Brasil de forma digna.

Pelo lado do Coxa, a equipe do técnico Marcelo Oliveira se postou bem na defesa e aproveitou a velocidade dos homens da frente para levar muito perigo. O Coritiba não queria sair de campo com uma derrota – queria, sim, tentar ampliar a marca de 24 vitórias seguidas no ano. No melhor lance da equipe paranaense, coube a Bill receber na área após boa troca de passes para marcar. Só que Marcos salvou o Verdão.

EMBALOU!

No intervalo, o público mostrou criatividade para manifestar sua insatisfação com a performance palmeirense. Torcedores se colocaram atrás do banco de reservas trajando uniforme completo do Verdão. Irreverentes, eles se aqueciam e pediam para entrar na partida.

A “brincadeira” surtiu efeito dentro de campo e o Verdão começou a segunda etapa com tudo. Logo aos 30 segundos, Gabriel Silva cruzou rasteiro, Adriano Michael Jackson, que substituíra Wellington Paulista no intervalo, disputou com a zaga, mas foi Emerson quem tocou para o fundo do gol.

Com 1 a 0 no placar, o Verdão se animou. E o motor alviverde foi Adriano Michael Jackson. Por mais duas oportunidades, o atacante levou perigo à defesa do Coxa. Aos 10 minutos, iluminado, Michael Jackson fez corta-luz e Kleber girou em cima da zaga curitibana.

Felipão notou o bom momento palmeirense e colocou Patrik no lugar de João Vítor. Só que o segundo gol saiu da maneira que o time tanto tentou na primeira etapa… Marcos Assunção cobrou falta, a bola bateu na barreira e enganou Edson Bastos.

Mas ainda faltavam quatro gols para levar a disputa para os pênaltis. Em seguida, Assunção mostrou que a má sequência na primeira etapa era coisa do passado e exigiu boa defesa de Edson Bastos, aos 32.

Sem tempo hábil para chegar ao placar necessário, o Verdão tocou a bola, levantou a torcida – que gritou “olé” em troca de passes palmeirense e aplaudiu a equipe nos minutos finais – e, se não devolveu a goleada da semana anterior, ao menos deu ao seu torcedor um panorama um pouco melhor para as competições que têm pela frente.

O Palmeiras, agora, volta as atenções para o Campeonato Brasileiro. A estreia da equipe de Luiz Felipe Scolari será no dia 22, contra o Botafogo carioca, em São José do Rio Preto.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 2X0 CORITIBA

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 11/5/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Nielson Nogueira Dias
Auxiliares: Márcia B. Lopes Caetano e Jossemmar J. Diniz Moutinho

Renda/público: R$ 219.374,00 / 6.541 pagantes
Cartões amarelos: Kleber (PAL); Bill, Lucas Mendes, Marcos Paula (COR)
Cartões vermelhos: Bill, 15’/2ºT (COR)
GOLS: Emerson (gol contra), 30 segundos’/2ºT (1-0); Marcos Assunção, 20’/2ºT (2-0)

PALMEIRAS: Marcos, João Vitor (Patrik 18’/2ºT), Danilo, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Chico, Márcio Araújo, Marcos Assunção e Lincoln (Tinga 29’/2ºT); Kleber e Wellington Paulista (Adriano Michael Jackson, intervalo). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

CORITIBA: Édson Bastos, Jonas, Emerson, Demerson e Lucas Mendes; Leandro Donizete, Willian, Davi (Leonardo 19’/2ºT) e Éverton Ribeiro (Marcos Paulo 11’/2ºT); Anderson Aquino (Maranhão 30’/2ºT) e Bill. Técnico: Marcelo Oliveira.

VERGONHA!!!!!!

Em noite perfeita, o Coritiba fez grande resultado e ampliou marca histórica

No jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, o Coritiba goleou o Palmeiras por 6 a 0 em uma noite quase impecável, nesta quinta-feira, no estádio Couto Pereira. O Coxa segue invicto em 2011, com 27 vitórias e dois empates e impressionantes 24 vitórias consecutivas. Já o Palmeiras viu a sua boa defesa ser vazada seis vezes.

Com o resultado, o Palmeiras terá o pior dos cenários no jogo de volta, na próxima quarta-feira, dia 11. O Coxa pode até perder por cinco gols de diferença que assegura a sua classificação às semfinais da competição, além de também contar com o empate. Para se classificar o Palmeiras precisa vencer o Coxa por 7 a 0.
“Bonde do Coxa Sem Freio” no Couto Pereira (Foto: Felipe Gabriel)

Quem passar entre Palmeiras e Coritiba paga o classificado do jogo entre Flamengo e Ceará, que se enfrentaram nesta quarta-feira, no Engenhão – com vitória cearense por 2 a 1. Fla e Vozão também fazem o jogo de volta no próximo dia 11, com mando do clube cearense.

No primeiro tempo, o Palmeiras criou muito pouco e teve diante de si um adversário com muita variação tática ofensivamente e seguro na defesa. Na segunda etapa, o Coritiba administrou o jogo e ainda fez mais dois gols e teve a expulsão de Rivaldo para facilitar sua tarefa.

Coxa letal

No primeiro tempo, o Coritiba mostrou porque vem fazendo uma campanha espetacular nesta temporada. A característica que se evidenciou na primeira etapa foi a letalidade do ataque do Coritiba diante da boa defesa do Palmeiras.

O Coxa impôs o seu jogo, ao lado de seus torcedores. Mas o que impressionou foi o aproveitamento: em quatro oportunidades o alvi-verde curitibano marcou três, aproveitando-se também de falhas do Verdão.

O primeiro gol veio após cobrança de escanteio – nos últimos seis gols sofridos pelo Palmeiras, cinco foram nesta situação -, o segundo em um grande contra-ataque do Coxa, mas com falha do Palmeiras, que deixou Davi livre para completar para o gol. No terceiro, Léo Gago teve toda a liberdade para chutar de longe e, depois de desvio em Danilo, marcar.

Taticamente, o ataque do Coritiba tinha muita versatilidade nas ações. Os quatro jogadores mais avançados revezavam-se na armação e penetração na área e a defesa se postava bem. No Palmeiras, o meio de campo sofria para acompanhar a velocidade do Coxa e tanto Luan, quanto Kleber ficavam distantes um do outro e não eram auxiliados por Lincoln e Patrik, muito apagados.

Novas falhas do Verdão

Já goleando desde o primeiro tempo, a situação piorou para o Coxa no segundo. Logo aos dez minutos de jogo, Leandro Amaro fez pênalti infantil em Bill, que bateu e ampliou o placar para o Coxa.

Nas poucas vezes que chegou ao gol, o Verdão não assustou uma equipe muito bem posicionada do Coritiba. Pelo contrário, o que se viu foi novamente a organização ofensiva e a variação tática da defesa.

Para piorar, aos 17 minutos do segundo tempo, o lateral Rivaldo deu uma cotovelada em Bill fora do lance e recebeu o cartão vermelho direto. O jogador esteve destemperado todo o jogo – em lance com Rafinha, revidou uma falta e levou o cartão amarelo.

Com um a mais, o Coritiba ampliou o seu domínio do jogo e apenas administrou a partida. Ao Palmeiras, restava lidar com uma desorganização tática ocasionada pela expulsão, que não conseguiu lidar com o arrumado time do Coxa. E liquidou o jogo com Geraldo e Anderson Aquino no finalzinho da partida.

FICHA TÉCNICA:
CORITIBA 6 X 0 PALMEIRAS

Estádio: Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Data/hora: 5/5/2011 – 19h30
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Altemir Hausmann (RS) e Julio dos Santos (RS)
Renda/público: R$ 848.620,00 e 28.870 pagantes
Cartões amarelos: Leandro Donizete, Rafinha e Cleiton (COR); Luan, João Vitor e Danilo (PAL)
Cartões vermelhos: Rivaldo, 17’/2ºT
GOLS: Emerson, 11’/1ºT (1-0); Davi, 21’/1ºT (2-0); Léo Gago, 43’/1ºT (3-0); Bill, 10’/1ºT (4-0); Geraldo, 45′, 2ºT (5-0) e Anderson Aquino, 48′, 2ºT (6-0)

CORITIBA: Edson Bastos; Jonas, Pereira (Cleiton, 5’/2ºT), Emerson, Lucas Mendes; Leandro Donizete (Willian 21′, 2ºT), Léo Gago, Rafinha (Geraldo 21′, 2ºT) e Davi; Anderson Aquino e Bill. Técnico: Marcelo Oliveira.

PALMEIRAS: Marcos; Márcio Araújo, Danilo, Leandro Amaro e Rivaldo; João Vitor (Chico, intervalo), Marcos Assunção, Patrik (Wellington Paulista, intervalo) e Lincoln (Adriano, 30’/2ºT); Kleber e Luan. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Clássico quente! Corinthians vence Palmeiras nos pênaltis

Depois de primeiro tempo conturbado, Verdão empata com Alvinegro na etapa regulamentar e Julio Cesar salva nos pênaltis

Não faltou emoção! O Dérbi deste domingo teve de tudo: expulsões, bate-boca entre técnicos, muita confusão e, para relembrar os velhos tempos, até disputa de pênaltis. O Palmeiras, que perdeu Danilo, Felipão, Valdivia e Cicinho na primeira etapa, ainda conseguiu empatar com o Timão na etapa regulamentar, em 1 a 1, no Pacaembu, mas não foi páreo para o arquirrival na disputa de pênaltis. Julio Cesar defendeu a sexta cobrança palmeirense, de João Vítor, e o Timão está classificado às finais do Campeonato Paulista.

Durante a partida, Valdivia, que começou bem o clássico mas sentiu a coxa esquerda – justamente após um célebre “chute no vácuo” – deu lugar à Leandro Amaro. A estrela do Mago acompanhou o zagueiro reserva, que foi o responsável pelo gol palmeirense, de cabeça, aos 9 minutos do segundo tempo. Dez minutos mais tarde, outro reserva, Willian, substituiu Dentinho e empatou para o Timão, também pelo alto.

O Palmeiras teve que atuar quase 70 minutos com um jogador a menos, já que Danilo foi expulso ainda no primeiro tempo.

Nos pênaltis, as duas equipes acertaram suas primeiras cinco cobranças, mas, nas batidas alternadas, João Vítor desperdiçou para o Verdão. Julio Cesar, que fez grande partida, garantiu a classificação alvinegra.

O Verdão, que venceu duas disputas de pênaltis heróicas nas Libertadores de 1999 (quartas de final) e 2000 (semifinal) contra o mesmo Corinthians, não teve melhor sorte desta vez. Deu Timão, graças a Julio Cesar!

Timão vence Palmeiras nos pênaltis e está na final

DÉRBI DISPUTADO

As expectativas durante a semana se confirmaram. No que diz respeito à rivalidade acirrada, os torcedores tiveram prato cheio. Dentro de campo, porém, o resultado não foi dos melhores.

Felipão foi expulso após fazer gesto de roubo (Foto: Tom Dib)

Ao contrário do San-São do sábado, que teve grandes lances, o Dérbi ficou marcado pelas confusões.

Com cinco minutos de Palmeiras e Corinthians, nove faltas já haviam sido marcadas. Em uma delas, Kléber pecou pelo excesso de vontade e derrubou Leandro Castán com violência, levando o cartão amarelo com apenas três minutos de partida.

Faltas à parte, as primeiras finalizações do jogo foram do Verdão. Contando com o apoio de 30 mil palmeirenses no Pacaembu, Marcos Assunção, de falta, e Valdivia, de fora da área, contabilizaram os primeiros arremates da equipe no jogo. O Palmeiras mostrava superioridade, ainda que tímida, no começo da partida.

Aos 9, Valdivia chutou de fora da área mais uma vez e Julio Cesar deu o rebote. Na sobra, Luan finalizou torto e a bola passou rente ao gol corintiano. Foi a melhor chance do Alviverde na partida.

E o Mago estava mesmo impossível: aproveitando falha de Fábio Santos, Valdivia lançou Cicinho e o lateral devolveu para o chileno, que chutou com força da entrada da área. De novo, o goleiro corintiano espalmou e evitou o perigo.

Com 15 minutos de partida, o Palmeiras já tinha 7 finalizações, contra nenhuma do Corinthians. Mas o Timão precisava aflorar seu bom futebol na partida. Dentinho e Bruno César, cobrando falta fechada, trataram de mostrar a um Pacaembu lotado de palmeirenses que o Corinthians estava ali e queria a vaga!

CONFUSÃO, CARTÃO VERMELHO E DISCUSSÃO ENTRE OS TÉCNICOS

Se o jogo não empolgava no aspecto técnico, os minutos seguintes voltariam a lembrar que se tratava de um Dérbi muito quente. Uma sucessão de acontecimentos mudou o panorama do clássico e jogou o Palmeiras na lona.

Aos 20 minutos, Valdivia arriscou o famigerado “chute no vácuo” e sentiu a coxa esquerda. O Mago, que fazia boa partida, não suportou continuar no jogo e Felipão armou a alteração do camisa 10 por Lincoln. O problema é que, simultaneamente dentro de campo, Danilo chegou duro em Liedson, de carrinho, e foi expulso. Em vez de trocar o chileno por Lincoln, a entrada do zagueiro Leandro Amaro se fez necessária.

Com um a menos, Felipão ainda trocou farpas com Tite: o técnico corintiano acusou o colega palmeirense de “falar muito” e atentou o juiz para um gesto de Felipão alusivo a “roubo” no futebol. Resultado: Luiz Felipe Scolari acabou também expulso de campo, deixando o Verdão sem comando no Pacaembu.

Sem Danilo, sem Mago e sem Felipão em um intervalo de seis minutos, o Palmeiras passou a se tornar presa fácil do Timão e o jogo mudou, pendendo para o lado alvinegro.

Mas a má fase verde não parava por aí. Um dos destaques do Verdão na temporada, Cicinho sentiu lesão na coxa e teve de dar lugar à João Vítor. Era a segunda alteração do Palmeiras ainda no primeiro tempo, as duas em função de contusões. Que fase!

Atônito, o time mandante viu o Corinthians crescer e tomar conta do jogo, mantendo o Palmeiras em seu campo de defesa.

No intervalo, Kleber deu entrevista rápida às rádios e limitou-se a dizer que o jogo foi “ridículo” e que o árbitro prejudicou o clássico. Só que a segunda etapa, que prometia ser ainda mais nervosa, teve futebol bem jogado pelas duas equipes, sem lances ríspidos, diferentemente dos primeiros 45 minutos.

Extremamente fragilizado depois das perdas de Danilo, Valdivia, Felipão e Cicinho, o Palmeiras voltou a confiar na bola parada de Marcos Assunção.

E não é que a “nova” tática deu certo? Aos 7 minutos, o Verdão superou as adversidades e marcou o gol! Parecia até cena de filme. Assunção cobrou escanteio fechado e, justamente o substituto de Valdivia, Leandro Amaro, mostrou estrela para estufar as redes de Julio Cesar.

O problema é que o Corinthians ainda tinha um jogador a mais. Como de praxe, o Verdão fez o gol e se postou na defesa. Tite trocou Alessandro por Ramírez e Dentinho por Willian, e foi justamente a segunda substituição, à exemplo do que aconteceu com o Palmeiras, que mudou a cara da partida.

Aos 19, Willian, depois de escanteio na área, cabeceou por baixo de Deola. Leandro Amaro ainda tirou a bola, mas de dentro do gol. O bandeirinha correu para o meio-campo e os corintianos não tiveram dúvidas: era o empate redentor no Pacaembu.

Willian comemora com Chicão o gol de empate (Foto: Tom Dib)

Com 1 a 1, o jogo melhorou e os times foram ao ataque, visando evitar a disputa de pênaltis. O Palmeiras, surpreendentemente, se motivou a buscar o gol primeiro. Em vez de se retrair na defesa, o Verdão levou perigo com Luan, aproveitando lançamento de Assunção aos 25, e Kléber, aos 27.

Aos 38, a torcida esfregou as mãos antes de falta de Marcos Assunção, perto da área. O camisa 25 palmeirense chutou por cima do gol, com muito perigo. A bola passou tão perto que Julio Cesar permaneceu imóvel embaixo da linha.

Mas, ao fim da segunda etapa, não houve escapatória: os dois times tiveram de se preparar para a disputa de pênaltis. Os torcedores do Palmeiras, otimistas, lembravam-se das vitórias nos clássicos nas Libertadores de 1999 e 2000, ambas contra o Corinthians. Os corintianos, por sua vez, confiavam na estrela de Julio Cesar, um dos melhores em campo.

E os corintianos levaram a melhor! Depois de cinco cobranças bem sucedidas para cada lado, o goleiro alvinegro confirmou a boa fase e defendeu a sexta cobrança do Verdão, do volante João Vítor. Ramírez ainda bateu o último pênalti e colocou o Timão para buscar o 28º título paulista.

Assim, o Corinthians encara o Santos na final do Campeonato Paulista, no próximo domingo, em um repeteco da partida de dois anos atrás, que também decidiu o Estadual. A segunda final, no entanto, será na Vila Belmiro, já que o Peixe passou o Corinthians no saldo de gols, na segunda fase.

Antes, durante a semana, o Timão não tem mais com o que se preocupar, já que o time não participa da edição deste ano da Copa do Brasil e foi eliminado na primeira fase da Copa Santander Libertadores. Já o Verdão vai ao Paraná encarar o Coritiba na próxima quinta-feira, em partida válida pelas quartas de final da Copa do Brasil.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 1 (5) X1 (6) CORINTHIANS

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 1/5/2011 – 16h
Árbitro: Paulo Cesar de Oliveira (Fifa-SP)
Auxiliares: Vicente Romano Neto (SP) e Alex Alexandrino (SP)

Renda/público: R$ 949.238,00 / 33.861 pagantes
Cartões amarelos: Kleber (PAL); Alessandro, Fábio Santos, Bruno César, Ralf, Leandro Castán (COR)
Cartões vermelhos: Danilo, 23’/1ºT (PAL)
GOLS: Leandro Amaro, 7’/2ºT (1-0); Willian, 19’/2ºT (1-1)

Pênaltis: Kleber, Marcos Assunção, Marcio Araujo, Luan, Thiago Heleno (PAL); Chicão, Willian, Fábio Santos, Leandro Castán, Morais, Luis Ramírez (COR). Erraram: João Vítor (PAL).

PALMEIRAS: Deola, Cicinho (João Vitor 39’/1ºT), Danilo, Thiago Heleno e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga (Patrik 28’/2ºT) e Valdivia (Leandro Amaro 25’/2ºT); Luan e Kleber. Técnico: Felipão

CORINTHIANS: Julio Cesar, Alessandro (Luis Ramírez 11’/2ºT), Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Bruno César (Morais 31’/2ºT); Jorge Henrique, Dentinho (Willian 14’/2ºT) e Liedson. Técnico: Tite

Sai zica! Verdão leva susto, mas vence e garante ‘semifinal grande’

Palmeiras espanta a zebra de cair diante do Mirassol, vence por 2 a 1 e enfrenta o Corinthians na semifinal

O Palmeiras venceu o Mirassol por 2 a 1, neste domingo, no jogo das quartas de final do Pacaembu. Por pouco, o Verdão não foi o único grande a ficar de fora das semifinais do Campeonato Paulista – o time saiu vencendo, mas levou um gol de empate após falha da defesa.

Com o resultado, o Verdão enfrenta o arquirrival Corinthians como mandante nas semifinais, em jogo único, com data indefinida – o jogo pode ocorrer no próximo dia 30 ou no dia 1º de maio. Na outra semifinal, o São Paulo enfrenta o Santos como mandante e deve levar a partida para o Morumbi.

O jogo será o reencontro do Palmeiras com o rival Corinthians, após oito anos. A última semifinal entre as duas equipes no Paulistão foi em 2003. Na ocasião, o Timão passou pelo Palmeiras com um 2 a 2, e depois um 4 a 2 – ambas as partidas foram no Morumbi.

No jogo, o Alviverde manteve o domínio durante quase todo o jogo, mas não evitou um incômodo gol de empate na primeira etapa que poderia estragar o domingo de Páscoa palmeirense. O jogo ainda teve expulsões e polêmicas.

Quem não faz…

O jogo começou em um ritmo lento. Mesmo com um time ofensivo, com dois meias e dois atacantes, o Mirassol esbarrava em uma forte marcação no Palmeiras. Resultado: a bola não parava no campo de ataque do Leão e o alvi-verde mantinha o jogo sob controle.

Após algumas boas chances, o Palmeiras chegou ao gol aos dez minutos, após driblar Luiz Henrique e acertar um grande chute de longe. A partir do gol, o Palmeiras teve o domínio do jogo, mas perdeu seguidas chances de fazer o segundo, como a desperdiçada por Luan.

Taticamente, o Mirassol estava completamente envolvido. Sem a bola, Rivaldo e João Vitor ficavam presos na última linha da defesa e Assunção e Márcio Araújo também ajudava na marcação. Os meias do Mirassol não encontravam espaço para trocar passes, e a bola mal chegava ao ataque.

Mesmo assim, o gol do Mirassol veio em uma falha da defesa palmeirense. Samuel cruzou pela direita, a bola cruzou a zaga, desviou em Luiz Henrique e sobrou para Marcelinho, livre, empatar. No fim do primeiro tempo, o jogo caiu de intensidade e se encaminhou para o final.

Polêmicas e virada alviverde

Com o susto do gol de empate, o Palmeiras voltou a campo mais incisivo no jogo e tentando tomar a iniciativa. O Verdão prendia mais a bola no ataque e o Mirassol praticamente não assustava. No início, houve um lance polêmico: em confusão com Serginho, o zagueiro Danilo deu um pisão no atacante do Leão, mas o árbitro não viu falta.

Após o domínio, o Verdão chegou ao gol. Luan chutou em cima da zaga, e a bola sobrou para Márcio Araújo, que acertou um grande chute de longe para ampliar para o alvi-verde.

Logo após o gol, o Mirassol viu sua desvantagem ampliar mais ainda: Xuxa, artilheiro do time na primeira fase com oito gols, fez falta por trás em Kleber e recebeu o segundo amarelo.

A partir de então o que se viu, foi o Palmeiras ampliar o seu domínio, mas desperdiçar inúmeras oportunidades de matar de vez a partida. O Mirassol, no entanto, estava muito bagunçado taticamente e ofereceu pouca resistência à vitória palmeirense.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 2 X 1 MIRASSOL

Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/hora: 24/4/2011 – 18h30
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Auxiliares: Herman Brumel Vani e Bruno Salgado Rizo
Renda/público: R$ 466.682,00 e 16.653 pagantes
Cartões amarelos: Rivaldo, Danilo e Deola (PAL); Esley, Xuxa e Dezinho (MIR)
Cartões vermelhos: Xuxa, 13’/2ºT (MIR)
GOLS: Valdivia, 10’/1ºT (1-0); Marcelinho, 40’/1ºT (1-1); Márcio Araújo, 11’/2ºT (2-1)

PALMEIRAS: Deola; João Vitor, Leandro Amaro, Danilo e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga (Chico, 30’/2ºT), Valdívia (Lincoln, 40’/2ºT); Luan e Kléber. Técnico: Luiz Felipe Scolari

MIRASSOL: Fernando Leal; Samuel (Daniel Marques, intervalo), Luiz Henrique, Dezinho e Diego; Jairo, Magal, Esley (Marcelinho, 31’/1ºT) e Xuxa; Serginho (Renato Peixe, 29’/2ºT) e Welington Amorim. Técnico: Ivan Baitello.

Palmeiras joga para o gasto, vence e avança na Copa do Brasil

Verdão bate o Santo André por 1 a 0 e garante classificação para as quartas de final da competição nacional

O Palmeiras não jogou bem, mas fez o suficiente para vencer o Santo André e garantir a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil. Jogando no Pacaembu lotado, o Verdão venceu a equipe do ABC por 1 a 0, com gol de Danilo, e agora volta suas atenções para o Paulistão, onde enfrenta o Mirassol, no domingo.

A classificação já havia sido encaminhada no primeiro jogo, quando a equipe venceu o Ramalhão por 2 a 1, fora de casa. Com a vantagem, o Palmeiras não precisou de muito esforço no jogo desta quinta-feira e mesmo jogando apenas para o gasto, garantiu vaga na próxima fase.

Apesar da vitória, o torcedor palmeirense não deve ter gostado do que viu em campo. O time errou muitos passes, teve dificuldades na criação e não levou muito trabalho ao goleiro Neneca. Além do mau futebol, mais uma vez a equipe desperdiçou um pênalti e novamente com Kleber, que já havia errado duas cobranças no primeiro jogo contra o Ramalhão.

Nas quartas de final o Verdão enfrenta o vencedor de Coritiba e Caxias. O mais provável é que o Palmeiras pegue o Coxa, que na primeira partida contra os gaúchos goleou por 4 a 0.

O JOGO

Na bela e ensolarada tarde de sol da capital paulista, a torcida palmeirense aproveitou o feriado de Tiradentes e lotou o Pacaembu, esperando assistir não só a classificação palmeirense para as quartas de final, como também uma boa atuação do Verdão. Entretanto, o primeiro tempo de jogo foi frustrante.

O Palmeiras tinha dificuldades na armação e criava muito pouco. Os erros de passe no meio de campo dificultava a chegada da bola para Kleber e Luan, que apesar de se esforçarem bastante, quase não apareceram na primeira etapa.

Do outro lado, o Ramalhão apresentava o mesmo futebol do Campeonato Paulista, no qual encerrou a sua campanha na lanterna e foi rebaixado para a Série A2. O Ramalhão cometia erros de fundamento e, mesmo buscando o ataque, já que precisava de uma vitória por dois gols para se classificar, quase não levava perigo ao gol de Deola.

A partida também começou nervosa. Com as duas equipes marcando muito e tendo problemas para atacar, alguns jogadores perderam a paciência e deram trabalho para o árbitro Raphael Claus, que só nos 45 minutos iniciais teve que distribuir seis cartões amarelos.

Com o jogo trucado, o Verdão quase não levou perigo ao gol de Neneca. A principal oportunidade apareceu aos 23 minutos, quando Cicinho fez ótima jogada pela direita e cruzou, na medida, para Luan, que marcado pelo zagueiro Alex Silva, não conseguiu concluir. Entendendo que Alex havia cometido falta, os jogadores alviverdes pediram a marcação do pênalti, mas o árbitro mandou o jogo seguir.

Na etapa final, os erros persistiram, mas a primeira chance clara de gol foi do Ramalhão. Aos 2 minutos, Gilberto pegou o rebote da zaga e cruzou para Célio Codó, que de frente para o gol, cabeceou forte. Deola fez grande defesa, salvando o Palmeiras.

Apoiado pela torcida, o Verdão tentou sair mais para o jogo e aproveitou o cansaço do Santo André. Contudo, mesmo passando a maior parte do segundo tempo no campo de ataque, a equipe não conseguia transformar as chances em gol.

Porém, aos 31 minutos, finalmente o gol do Verdão saiu. Marcos Assunção cobrou escanteio pela direita, Danilo subiu mais alto que a zaga adversária e deu um leve desvio de cabeça, no primeiro posto, para abrir o placar.

O gol deu tranquilidade ao Palmeiras, que passou a trocar passes ao som de olé. A atitude irritou o zagueiro Anderson, que deu carrinho violento em Valdívia e foi expulso.

Com um a mais e o jogo sob controle, o Verdão ainda se deu ao luxo de perder um pênalti. Aos 39, Kleber foi derrubado dentro da área e ele mesmo cobrou, mas mandou no travessão.

Assim, o placar persistiu em 1 a 0, o suficiente para o Alviverde avançar na Copa do Brasil.

O Palmeiras volta à campo no próximo domingo, contra o Mirassol, às 18h30, no Pacaembu, em confronto válido pelas quartas de final do Paulistão. Já pela Copa do Brasil, o duelo contra o vencedor de Caxias e Coritiba deve ser apenas no dia 4 de maio.

PALMEIRAS 1 X 0 SANTO ANDRÉ

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 21/4/2011 – 16h
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Carlos Nogueira (SP) e Anderson Coelho (SP)
Público e renda: 33.614 pagantes / R$985.018,00
Cartões amarelos: Luan, Thiago Heleno, Valdívia (PAL); Alex, Mario Jara, João Paulo, Magno, Neneca (STA)
Cartões Vermelhos: Anderson, 36’/2ºT (STO)
Gols: Danilo, 31’/2ºT (1-0)

PALMEIRAS: Deola; Cicinho (João Victor, 22’/2ºT), Danilo, Thiago Heleno (Leandro Amaro, Intervalo) e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga (Wellington Paulista, 32’/2ºT) e Valdivia; Luan e Kleber. Técnico: Felipão.

SANTO ANDRÉ: Neneca; Alex Silva, Anderson e Sandoval; João Paulo, Gilberto (Borebi, 10’/2ºT), Magno, Mario Jara (Chiquinho, 28’/2ºT) e Célio Codó (Luciano Fonseca, 23’/2ºT); Aloísio e Rychely. Técnico: Sandro Gaúcho

Deola completa 28 anos em melhor fase e com aval do ídolo Marcos

Goleiro do Palmeiras faz aniversário nesta terça-feira e atravessa fase mais positiva dentro do clube. Depois de idas e vindas, ele se firmou no Verdão

O goleiro Deola vive nesta terça-feira seu melhor aniversário como profissional do Palmeiras. Completando 28 anos, ele é titular incontestável de Luiz Felipe Scolari e maior candidato à sucessão de Marcos, que se recupera de problemas físicos e tem aposentadoria marcada para o fim de 2011. No treino desta terça-feira, o camisa 22 teve participação discreta e escapou da tradicional “ovada” dos companheiros.

Deola está em seu melhor ano com a camisa alviverde: em 18 jogos, sofreu apenas oito gols na temporada. Em 2010, ele já havia sido titular em boa parte do Campeonato Brasileiro.

Revelado pelo clube no início da década, ele foi emprestado para vários clubes do interior paulista antes de se firmar na posição. Entre idas e vindas, Deola passou por Guarani, Juventus, Barueri e Sertãozinho. Sua estreia ocorreu apenas em 2009. De lá para cá, foram 57 jogos na meta alviverde.

A moral do goleiro é tão grande que já rendeu elogios do preparador Carlos Pracidelli e do próprio Marcos. Em entrevista recente ao GLOBOESPORTE.COM, o Santo admitiu que não se importaria em ser reserva de Deola.

- O legal do Deola é que ele batalhou muito pra chegar onde está. Veio do Atlético Sorocaba e foi emprestado a um montão de clubes, tipo Sertãozinho, Juventus, Guarani, até conseguir ter uma chance no Palmeiras. Está jogando muito. Eu, sinceramente, não me incomodo de ficar no banco – disse Marcos, na ocasião.

Felipão lança Wellington Paulista na equipe titular

Técnico ensaiou equipe com atacante no lugar de Tinga e deu orientações de marcação para Luan. Valdivia também treinou

uiz Felipe Scolari lançou Wellington Paulista na equipe titular, no treino coletivo da tarde desta terça-feira, na Academia de Futebol. O atacante foi escalado no lugar do meia Tinga (que fez trabalho físico à parte dos demais), em ensaio visando a partida de quinta, contra o Santo André, pela Copa do Brasil.

Com a mudança, Luan ganhou mais importância na marcação, completando o meio pelo lado esquerdo e também atacante pelo setor. Para escalar Wellington como titular, Felipão não quer que o Palmeiras perca o poder de marcação.

Os demais titulares foram mantidos na atividade, também com a presença de Valdivia, um dos poupados no último domingo. A equipe começou o treino com Deola, Cicinho, Danilo, Thiago Heleno e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção e Valdivia; Luan, Kleber e Wellington Paulista.

A novidade na equipe reserva foi a volta de Pierre, recuperado de contusão no pé direito. O volante já treina com o grupo, à espera da volta às partidas oficiais. O camisa 5 ainda não jogou em 2011.

Com a vitória por 2 a 1 no jogo de ida, o Verdão pode até perder por 1 a 0, no Pacaembu, que irá para as quartas de final da Copa do Brasil.

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